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Como nasce a dependência emocional

por Redação | publicado em quinta, 15 de março de 2018



Essa semana recebi uma história que, apesar de desconhecer a veracidade, possui um forte conteúdo psicológico e ilustra, brilhantemente, como ocorre a dependência emocional.

“Em uma de suas reuniões, Hitler pediu que lhe trouxessem uma galinha. Agarrou-a forte com uma das mãos enquanto a depenava com a outra. A galinha, desesperada pela dor, quis fugir mas não pôde. Assim, Hitler tirou todas suas penas, dizendo aos seus colaboradores:

“Agora, observem o que vai acontecer”.

Hitler soltou a galinha no chão e afastou-se um pouco dela. Pegou um punhado de grãos de trigo, começou a caminhar pela sala e a atirar os grãos de trigo ao chão, enquanto seus colaboradores viam, assombrados, como a galinha, assustada, dolorida e sangrando, corria atrás de Hitler e tentava agarrar algumas migalhas, dando voltas pela sala.

A galinha o seguia fielmente por todos os lados. Então, Hitler olhou para seus ajudantes, que estavam totalmente surpreendidos, e lhes disse: “Assim, facilmente, se governa os estúpidos. A galinha me seguiu, apesar da dor que lhe causei. Tirei-lhe as penas e a dignidade, mas, ainda assim ela me segue em busca de farelos”.

O texto se refere às questões políticas, porém é igualmente aplicável aos aspectos emocionais.

Costumamos julgar como bobos, fracos, e “burros”, pessoas que permanecem estagnadas por anos, em situação de dor emocional. Consideramos que a permanência na condição de sofrimento é opcional e depende exclusivamente de uma “tomada de decisão”. Temos que ter cautela ao afirmar isso.

Pensar dessa forma, reduz um comportamento complexo numa ideia simplória. De fato, tomar a decisão é o primeiro passo para sair desse cárcere emocional, porém não podemos desprezar o fator “dependência”.

Sofrer vicia!

Um indivíduo submetido a maus tratos emocionais por muitos anos, perde a autonomia sobre a própria vida e entra num paradoxo perturbador de desejo e repulsa: racionalmente repudia a situação, mas emocionalmente não consegue se desvencilhar dela. É como um usuário de droga que sabe que sua vida está descendo ladeira abaixo, mas não consegue abandonar o vício.

Sair dessa prisão, vai muito além da vontade. É preciso empenho para vencer a luta entre duas forças poderosas: a razão, que sabe que a mudança é necessária, e a emoção, que reage contra a decisão como um impulso involuntário.

Alguns conseguem romper o cativeiro quando a sua vida já está insustentável, mas outros, incluindo os inteligentes, se mantém na mesma condição da galinha: depenada e vivendo da migalha do próprio algoz.


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