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BH na rota de negócios

por Redação | publicado em terça, 12 de junho de 2018



A capital mineira entrou com força total na rota de negócios nacional e internacional e a arquitetura tem papel fundamental para atrair este tipo de público

De acordo com um levantamento com turistas realizado em 2017 pela Belotur, em parceria com a Fecomércio, cerca de 24,6% dos entrevistados estavam na capital mineira a negócios, um aumento de 3% em relação aos estudos feitos em 2014. A cidade (e sua região metropolitana) se tornou um dos destinos mais procurados por grandes empresas para estabelecer os seus escritórios e gerenciar seus empreendimentos, assim, trazendo um grande público de visitantes deste segmento.

Uma prova deste crescente investimento empreendedor pode ser apresentada através de edificações voltadas para este ramo, como o Concordia Corporate, projetado pela Dávila Arquitetura, no Vale do Sereno, em Nova Lima. O edifício promete ser um dos novos símbolos arquitetônicos da Região Metropolitana, com 172m de altura. Segundo o arquiteto Alberto Dávila, presidente e fundador da Dávila Arquitetura, o Concordia traduz a ousadia de empreendedores mineiros, como a Caparaó e a CODEME e, também, internacionais, como a Tishman Speyer que apostam no valor da capital mineira. “Belo Horizonte deixou de lado a competição para ser maior do que outras cidades e capitais para se concentrar em estar entre as melhores, mantendo ou até expandindo a qualidade de vida oferecida à população. Esta condição favorece a atração de profissionais qualificados que, por sua vez, colaboram em um círculo virtuoso para a atração de novas empresas, senão para a fixação e expansão daquelas já existentes”, afirma.

​Concordia Corporate - Foto: André Nazareth

​O economista e doutor na Sorbonne, Patrick M. Maury, trabalhou como consultor em organizações internacionais de desenvolvimento e revela que empresas internacionais de grande porte já estão instaladas na região metropolitana de Belo Horizonte. E, apesar da capital mineira ainda não ser uma cidade cosmopolita com visibilidade internacional, ela está prestes a alcançar este patamar. “Ela poderá alcançar esse grau de reconhecimento desde que sejam consolidados certos sistemas – principalmente de logística, tecnologia e socioambiental – integrados num projeto estratégico. A tradição política mineira, o reconhecimento das políticas sociais do município e os recentes avanços de resiliência na mobilidade são pontos a favor para um projeto de cidade inteligente (Smart City)”, revela.

Os hotéis também investem neste público cada vez mais presente na cidade. Segundo Rodrigo Mangerotti, gerente geral do Mercure Belo Horizonte Lourdes, o hotel oferece inúmeros serviços que atendem a clientes e não-hóspedes que estejam na capital a trabalho e convenções de negócios. “Possuímos a mais completa e variada área de eventos da cidade com mais de 26 salas de eventos e capacidade para mais de 600 pessoas em auditório e 1000 pessoas em eventos sociais. Como temos grandes salas e também pequenos escritórios, conseguimos atender o cliente na forma que desejar”, aponta.

​Projeto Júnior Piacesi - Foto: Gustavo Xavier

Responsável por vários projetos de retrofit nos hotéis da capital, o arquiteto Junior Piacesi esclarece que eles estão se preocupando em oferecer um atendimento diferenciado. “Os hotéis estão investindo na experiência do cliente. A preocupação é criar, para essa pessoa que vem fazer um negócio, uma extensão da casa. A pessoa que trabalha muito, que passa o dia inteiro em reunião e resolvendo problemas, quando chega no hotel, quer ter uma identificação com alguns itens, para estabelecer vínculos de acolhimento, de aconchego, de querer estar ali. Temos trabalhado com linhas completamente desconstruídas do óbvio, com texturas, muitas cores e formas, que consigam levar o usuário para essa experiência diferente”, aponta.

Alberto Dávila analisa que, das opções de lazer, turismo e cultura - que têm crescido a cada ano -, à atração de startups, especialmente na área de tecnologia da informação e biotecnologia, a cidade tem diversificado sua economia, ainda que concentrada em serviços. “Eu destacaria as empresas de software, como as do cluster denominado ‘San Pedro Valley’, que reúne empresas dinâmicas de base tecnológica, em pleno crescimento e que tem o potencial para um dia, ocupar edifícios corporativos de alto padrão, como o Concordia Corporate, por exemplo. Entendo que Belo Horizonte ainda tem muito a crescer em termos qualitativos, desde que mantenhamos o foco em qualidade de vida e na atração e retenção de profissionais qualificados”, encerra.


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