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Marinha do Brasil inaugura em BH Capitania Fluvial de Minas Gerais

por Redação | publicado em terça, 04 de dezembro de 2018



Por: José Aparecido Ribeiro

Foto: reprodução internet

Está sendo ativada nesta quarta-feira(05) na Av. Raja Gabaglia em Belo Horizonte a Capitania Fluvial de Minas Gerais, ocasião em que o Capitão de Mar e Guerra Nicácio Satiro de Araújo terá sua investidura no cargo de Capitão dos Portos. O evento será presidido pelo Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Paulo Cezar de Quadros Küster. Na Cerimônia haverá também a entrega de medalhas e diplomas para várias personalidades que receberão o título de “Amigo da Marinha” por serviços prestados em prol da Marinha do Brasil.

Minas não tem mar, tem bar, e agora tem também Marinha do Brasil sediada na capital através de uma Capitania Fluvial com poderes para fiscalizar e colocar o estado em contato direto com o Comando Naval responsável pela garantia da defesa da pátria. A Armada brasileira cuida de toda a costa, com 7.491 quilômetros, mais 8.500km de fronteiras e 27,5 mil km de vias fluviais, de acordo com a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

As principais bacias do pais nascem em Minas, Bacia do São Francisco, do Paraná e do Leste. A bacia do rio São Francisco tem como principais componentes os rios São Francisco, das Velhas e Paracatu. A bacia do rio Paraná banha parte do oeste, o Triângulo Mineiro e o Sul de Minas, e é composta das sub-bacias dos rios Paranaíba e Grande. Já a bacia do Leste tem várias nascentes no estado que originam bacias menores. Minas é a caixa d’água do Brasil e o estado mais elevado no mapa altimétrico.

Mais da metade das terras mineiras estão em altitudes superiores a 600 m do nível do mar, com destaque para as Serras da Mantiqueira, Espinhaço, Caparaó, e o ponto mais elevado que é o pico da Bandeira com 2.889 m. O principal Rio é o São Francisco com seu potencial de navegação de 2.800km, de Pirapora até Juazeiro na Bahia. Minas têm também represas importantíssimas que demandam fiscalização diuturna da Marinha do Brasil, com destaque para Três Marias, Furnas, Emborcação, e até a Vársea das Flores nos territórios de Betim e Contagem.

A Marinha cuida de tudo que é mar e águas fluviais. Quando o assunto envolvia os rios e lagos que estão no território mineiro, de trem; de ônibus; de carro ou de avião; o endereço para desembaraços era o Espírito Santo, o Rio de Janeiro e até Santos-SP. Agora o mineiro não terá mais que viajar para resolver questões relacionadas à navegação. Se o mar não vem a Minas, a Marinha do Brasil vem, e é para ficar. Sob o comando do Capitão de Mar e Guerra Nicácio Satiro de Araújo, a Marinha se faz representada e poderá emitir autorizações e toda papelada para botar ordem na casa quando o assunto for águas navegáveis. Portanto, se o assunto é Marinha, mineiro agora não precisa se preocupar Minas não tem mar, mas tem Capitania Fluvial.

Em tempo este jornalista agradece ao Capitão Nicácio e ao Comandante e Vice Almirante José Augusto Vieira da Cunha de Menezes pela condecoração: “Medalha e o Diploma de Amigo da Marinha do Brasil”. Esta homenagem me deixa honrado e envaidecido.


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