Belo Horizonte, 28/10/2020

A nova realidade dos consultórios odontológicos

por Redação | publicado em sexta, 17 de julho de 2020



O cirurgião dentista Adriano Rafael/Foto:divulgação.

O atual cenário traz mudanças nas formas de trabalho e em diversos setores, por conta do novo coronavirus, que transmite a Covid-19, doença classificada como pandemia pela OMS - Organização Mundial da Saúde. Na odontologia não é diferente! Os profissionais da área que sempre prezaram pela limpeza e segurança dos pacientes, mesmo assim, têm aumentado ainda mais os cuidados com relação a higiene para a não disseminação do vírus.


“Nós não poupamos esforços no que diz respeito a isso. A transformação de sorrisos e tratamentos odontológicos é reorganizada em vários aspectos que vão desde a logística, aos novos protocolos de atendimento”, explica o cirurgião dentista Adriano Rafael.


A higienização das mãos é feita antes do contato com o paciente, antes da realização de qualquer procedimento, antes da colocação das luvas, após o risco de exposição a fluídos biológicos e após o contato com áreas próximas ao paciente, mesmo sem ter tocado nele.


“Além dos aparatos que já costumávamos utilizar, estamos investindo ainda mais nos chamados EPIs – Equipamentos de Proteção Individual - como o gorro, jaleco, luvas, máscara, propé e proteção facial. Todos descartáveis e usados em um único atendimento”.


Esse aparelhamento, segundo Adriano Rafael, é oferecido também aos pacientes que, ao chegar no consultório, são instruídos a higienizar as mãos com o álcool em gel e aferirem a temperatura. Eles também recebem o jaleco, propé, luvas e toca.


“Qualquer pessoa com sintomas de gripe tem a consulta remarcada para o mês seguinte, com o intuito de resguardar a própria vida e evitar problemas de saúde dos outros que serão atendidos”, frisa o dentista.


Para o profissional, o cuidado com a saúde bucal não pode ser deixada de lado, assim como a prevenção. Logo, ao chegar no consultório o paciente precisa certificar que o local está tomando as medidas necessárias de higiene. “A transformação do sorriso continua sendo o nosso maior compromisso, mas, junto com ela, temos, agora, como grande e forte aliado, o cuidado e a valorização da vida. A intenção é manter a sociedade e a vida dos pacientes, familiares, amigos e desconhecidos a mais preservada possível. Cada um, fazendo sua parte!”, finaliza.

Orientações OMS:

  1. Desde o primeiro atendimento, a pessoa com suspeita de coronavírus deve utilizar máscara cirúrgica;
  2. O atendimento da pessoa com suspeita de COVID-19 deve ser realizado em sala privativa ou com menor circulação de pessoas, mantendo a porta fechada e o ambiente ventilado;
  3. Os profissionais da saúde devem realizar higiene adequada das mãos, respeitando os cinco momentos de higienização:
  • antes de contato com a pessoa;
  • antes da realização de procedimento;
  • após risco de exposição a fluídos biológicos;
  • após contato com áreas próximas à pessoa, mesmo que não tenha tocado a pessoa, cuidando direta ou indiretamente da pessoa.
  1. O profissional deve usar equipamento de proteção individual (EPI):
  • protetor ocular ou protetor de face;
  • luvas;
  • capote/ avental/ jaleco;
  • máscara N95/PFF2 (ou outras máscaras com eficácia mínima na filtração de 95% de partículas de até 0,3µ tipo N99, N100 ou PFF3), sempre que realizar procedimentos geradores de aerossóis. Para realização de outros procedimentos não geradores de aerossóis, avaliar a disponibilidade da N95 ou equivalente no serviço. Não havendo disponibilidade, é obrigatório o uso da máscara cirúrgica.


Esclarecimento e veracidade de informações:

  • Site do Ministério da Saúde: saude.gov.br
  • Telefone “Saúde sem Fake News”: (61) 9 9289 4640

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