Belo Horizonte, 30/11/2020

Conheça os cuidados essenciais para pacientes com câncer prevenirem o coronavírus

por Redação | publicado em quarta, 25 de março de 2020



Os de maior risco à doença são aqueles com tumores do sangue, que passaram por transplante de medula óssea e em tratamento com quimioterapia

Os relatórios da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde apontam que alguns grupos são mais suscetíveis ou vulneráveis à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Entre essas populações estão os idosos, diabéticos, hipertensos, quem tem insuficiência renal e crônica ou doença respiratória crônica. Os pacientes oncológicos, que por conta da própria enfermidade passam a apresentar um quadro de baixa imunidade, também estão dentro destes grupos de risco. Sendo assim têm mais chances de desenvolver a forma mais grave do vírus. Enquanto a taxa de mortalidade geral do coronavírus é de 2,3%, nas pessoas com câncer fica em 5,6%, conforme a OMS.

Segundo o oncologista Charles Pádua, diretor médico do Cetus Oncologia [hospital dia especializado em tratamentos oncológicos, com sede em Betim e unidades em Belo Horizonte e Contagem], os pacientes oncológicos com maior risco ao coronavírus são aqueles com tumores do sangue (leucemias, linfomas e mieloma múltiplo), que passaram por transplante de medula óssea e estão em tratamento com quimioterapia. “Eles devem evitar contato físico, como cumprimentar com beijos e abraços, além do contato com qualquer pessoa que tenha sintomas gripais e/ou que esteja em investigação para possível infecção pelo Covid-19”, orienta o médico.

Ainda de acordo com Pádua é fundamental que as pessoas deste grupo evitem o contato com outras que estejam chegando do exterior com ou sem sintomas gripais, principalmente de países como China e Itália, onde se concentram a maioria dos casos em âmbito global.

Já aqueles que necessitam ir a um centro de tratamento oncológico com frequência, devem fazer isso acompanhados de apenas uma pessoa, desde que esta não apresente sintomas de gripe. “Visitas hospitalares, por sua vez, são permitidas nos casos estritamente necessários”, ressalta.

No mais, as outras recomendações aos pacientes oncológicos são as mesmas aplicadas a toda a população: manter a higiene das mãos, lavando-as com sabonete por pelo menos 40-60 segundos ou higienizando-as com álcool em gel 70% por 20-30 segundos diversas vezes ao dia; cobrir a boca e o nariz com o antebraço ao tossir ou espirrar; evitar ambientes fechados e principalmente aglomerações; e limpar e desinfetar objetos/superfícies tocados com frequência. “Se o paciente apresentar sintomas como febre, coriza, tosse seca e falta de ar, deve procurar o médico imediatamente”, destaca Charles acrescentando que a resistência de quem já teve câncer há bastante tempo e está controlado, pode ser igual a de quem nunca teve um tumor. “Isso vai depender de cada caso, porém se for o câncer estiver controlado [a muito tempo], provavelmente a resistência da pessoa vai se igualar à população em geral”, finaliza.


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