Belo Horizonte, 28/09/2020

Cozinha Santo Antônio anuncia reabertura

por Redação | publicado em terça, 01 de setembro de 2020



Cozinha Santo Antônio/ Foto: Jomar Bragança

O restaurante Cozinha Santo Antônio foi inaugurado em fevereiro, ficando aberto pouco mais de um mês antes de fechar as portas por conta da pandemia de Covid-19. Em poucos dias, foi preciso reinventar o negocio, adaptando-o para o sistema de delivery e “retire aqui”.

“Conto com uma turma de mulheres que faz a Cozinha Santo Antônio acontecer há 150 dias” diz Juliana Duarte, chef e proprietária da casa. "Sei e sinto, o que é ter uma equipe só de mulheres trabalhando para fazer um negócio sobreviver no meio desse 2020. No começo tive medo e insegurança. Mas eu fui vendo e percebendo que nós temos uma força impressionante. Vivemos esse tempo com muita intensidade, dividimos tarefas, angústias, sonhos. Cantamos, dançamos, choramos, damos risadas. Carregamos panelas pra baixo e pra cima. Nunca nos falta braço, e se uma cansa a outra apruma. A nossa cozinha é da alegria e da vibração", completa.

E, a partir de agora, com o programa de flexibilização da prefeitura, os clientes poderão acompanhar toda essa paixão de perto. Com segurança, é claro. O restaurante ainda não voltará a abrir a noite como acontecia pré pandemia, continuará servindo apenas almoço. Ao todo, apenas sete mesas receberão 14 pessoas por vez.

“O sol e o vento estão circulando livres pelo salão e nós estamos trabalhando com mais cuidado ainda para oferecer segurança e comida caprichada” finaliza Juliana.

Sobre o Cozinha Santo Antônio

Em uma esquina charmosa, em um dos bairros mais tradicionais da cidade, a Cozinha Santo Antônio chama atenção logo de cara pela arquitetura. Ao mesmo tempo mineira e cosmopolita, com garimpos e peças de design e uma imponente e acolhedora cozinha aberta.

Uma ótima tradução para a comida feita ali. “Estamos completamente conectados com as nossas origens e com a nossa história, mas temos os pés no presente e o olhar no futuro”, diz Juliana Duarte, que comanda tudo no espaço.

A Cozinha Santo Antônio tem por principio o respeito à sazonalidade dos ingredientes, por isso o cardápio muda de acordo com o que se tem de mais fresco e gostoso para cozinhar. Os insumos são orgânicos, de origem e chegam através de pequenos produtores.

Por conta da pandemia, o restaurante tem funcionado no sistema delivery e “buscaqui”, no horário de almoço, de terça a domingo. “Todo início de semana planejo o cardápio dos próximos dias com base no que os produtores têm disponível” conta Juliana. Durante a semana os pratos são de uma comida mais caseira, que eu defino como sendo ‘que nem a da casa da gente’. No final de semana temos pratos mais elaborados e sempre há opção vegetariana. A comida varia de receitas de família bem mineiras a pratos da cozinha do mundo, como a francesa e a do Oriente Médio que eu gosto muito e estudo”, completa.

O feijão é rei na cozinha Santo Antônio. “Nos dias de semana tem sempre um feijão bem gostoso que eu garimpo diretamente em regiões produtoras ou no Mercado Central”, conta ela. E no fim de semana tem sempre algum prato especial de feijão, pode ser a Feijudaju, com feijão vermelho e defumados da serra da Moeda, feijão tropeiro ou cassoulet com pato confit, cordeiro e linguiça.

Um exemplo do que é feito com muito capricho durante a semana:

  • Salada de folhas com picadinho de umbigo de banana;
  • Kafta com mejadra, cebola crocante, abóbora assada e molho de iogurte;
  • Opção vegetariana: Mejadra com repolho grelhado, abóbora assada e molho de iogurte com hortelã (R$30,00);
  • Já no fim de semana podem aparecer o Arroz de pato (acompanha croquete pra brincar que está em Lisboa – R$40,00) e o Boeuf Bourguignon com pinhão, cogumelos e cebolas caramelizadas (acompanha arroz e batata bolinha - R$40,00);
  • Também é possível levar outras delícias para comer durante o dia, como empadinhas de queijo (R$25,00 a porção) e um delicioso bolo de mexerica (R$15,00). E o já famoso Paté de Campagne feito em Minas (acompanha geléia e pétalas de cebola roxa – R$35,00).

Juliana é uma cozinheira, historiadora e pesquisadora da história da gastronomia mineira. Mas antes disso tudo trabalhava na publicidade enquanto paralelamente estudava gastronomia e vendia seu disputado paté na Feira Fresca.

Do seu jeito, vem fazendo comida com história e afeto, transformando algo aparentemente banal em “extraordinário”. Comida que valoriza a cultura alimentar mineira e que faz bem para o corpo e para a alma.


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