Belo Horizonte, 05/12/2021

Dia do Empreendedorismo Feminino: know how e sensibilidade contribuem para o crescimento de mulheres empreendedoras

por redacao | publicado em sexta, 19 de novembro de 2021



Pesquisa revela que número de empreendedoras se aproxima ao de empreendedores, em negócios iniciantes

Celebrado em todo o mundo no dia 19 de novembro, o Dia do Empreendedorismo Feminino ganhou novos contornos com a pandemia. Se antes da crise sanitária, a presença das mulheres no universo de novos empreendimentos crescia de modo tímido, o que se viu entre 2019 e 2020 foi um crescimento importante de empreendedoras, sobretudo, em novos negócios. Estudo da “Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2020” – principal pesquisa sobre empreendedorismo no mundo, que reúne dados de 49 países – mostra que apesar de a Covid-19 ter derrubado a taxa de empreendedorismo entre 2019 e 2020 (20% de queda), o aumento do desemprego foi determinante para motivar as pessoas a empreender. Neste contexto, as mulheres estão entre o grupo com impacto maior.

Silvana Oliveira, professora dos cursos de Gestão do UniBH, afirma que há uma concentração em atividades voltadas para a prestação de serviços e comércio, especialmente relacionadas aos segmentos da alimentação, beleza e moda quando o assunto é o empreendedorismo feminino.

“O que se percebe ao fazer uma análise histórica é que o número de empreendedoras está próximo ao de empreendedores em novos empreendimentos. Esse crescimento está diretamente ligado às discussões promovidas para dar espaço à mulher à frente dos negócios. A presença feminina em empreendimentos iniciantes ganhou fôlego relevante nos últimos dois anos”, aponta.

Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), realizada pelo IBGE, mostram que cerca de 9,3 milhões de mulheres estão à frente de negócios no Brasil. Silvana destaca que as carreiras de gestão, com mulheres à frente de grandes corporações e também, do próprio negócio, vêm mudando. “É como se tivesse um ‘estoque’ de homens à frente dos empreendimentos até aqui. Eles ainda constituem a maioria então, parece estarem mais disponíveis para ocuparem esse espaço. Mas, a mudança social que vem ocorrendo é uma resposta ao processo da maior inserção de mulheres no mercado de trabalho, que também tem relação com o cenário de crise econômica. Momentos com altos percentuais de desemprego encorajam as pessoas a pensar em seus talentos, até então pouco ou não evidenciados, que podem ser mecanismo de sobrevivência. É esse panorama que promove o que chamamos de empreendedorismo por necessidade, muito característico do brasileiro.”

Segundo a pesquisa GEM, 82% dos empreendedores são motivados a abrir o próprio negócio devido à escassez de emprego. Ter o próprio negócio, de acordo com o levantamento, é o maior sonho de vida para 59% dos brasileiros. “A falta de empregos formais gera aumento de negócios mais simples, estimulando os pequenos empreendimentos”, ressalta Silvana. Nesse aspecto, a sensibilidade e habilidade das mulheres se sobressaem em negócios iniciantes, voltados aos mais variados segmentos da economia, seja no próprio negócio ou à frente das empresas.


Comentários