Belo Horizonte, 05/12/2021

Dicionário toponímico é referência para o entendimento de uma região de grande importância histórica para Belo Horizonte

por redacao | publicado em segunda, 25 de outubro de 2021



Foto: Daniel Silva Queiroga/Divulgação

Dicionário toponímico é referência para o entendimento de uma região de grande importância histórica para Belo Horizonte

Com o intuito de retratar o legado da Lagoinha e suas riquezas culturais, o professor, advogado e especialista em direito urbanístico e patrimônio cultural, Daniel Silva Queiroga lança, em 25 de outubro, o livro Nossas ruas, nosso patrimônio (in)visível: Dicionário toponímico da região da Lagoinha. Um excelente objeto de pesquisa para estudantes e profissionais de arquitetura e urbanismo, história, turismo, cultura, direito e o público em geral.

O dicionário reúne em 468 páginas informações sobre a localização, o significado, o desenvolvimento urbano, as curiosidades e o patrimônio cultural escondido nos 308 logradouros da região da Lagoinha. Resgata histórias, possibilita que as pessoas acessem a memória visível e invisível de uma região que contribuiu e ainda hoje contribui para o desenvolvimento da capital. “Traz uma vivência, uma referência de entendimento da formação desse espaço que é a Lagoinha”, define o autor.

Aos 41 anos, nascido e criado na Lagoinha, filho de uma quarta geração da família de imigrantes italianos que escolheu ali para viver, Daniel Queiroga entende que por meio desse resgate histórico seja possível requalificar um lugar que integra o cotidiano da cidade. A Lagoinha, lembra, é o berço da construção e das homenagens à fundação de Belo Horizonte. Um lugar que respira história, mas que também se insere no presente com uma economia criativa pujante e cheia de referências à sua história.

Para Daniel Queiroga, o estudo detalhado dos caminhos públicos, com suas formas e arquitetura próprias, será fundamental para se planejar a requalificação de uma região que pode ser considerada o centro histórico de BH. “Uma cidade é um conjunto de vias, bairros, ruas e ruelas que se completam e interagem. E tudo isso se faz com a apropriação das pessoas pelos espaços urbanos. O entendimento dos significados dos nomes e da história das ruas é essencial nesse processo”, completa. Esse estudo mostra um pouco disso: “ajuda a contar como foi o passado e enxergar o invisível além dos marcos arquitetônicos e dos locais de manifestações socioeconômicas e culturais que resistiram às intervenções urbanas que mutilaram e remodelaram a região ao longo do tempo.”

Projetos – O dicionário, resume o autor, integra um projeto maior que tem sido mostrado do Instagram @casasdalagoinha. Um legado que ele pretende deixar à atual e às futuras gerações. O livro, que começou a ser construído em 2014 e conta com prefácio do geógrafo e profundo conhecedor da história de Belo Horizonte, Alessandro Borsagli, é o primeiro de uma coleção de dois outros a serem lançados.

“Concebi esse projeto com paixão, contribuindo para trazer uma mudança positiva para a região da Lagoinha. Acredito muito que o resgate da memória e o exercício do direito à cidade têm uma capacidade transformadora para construir uma Belo Horizonte melhor para todos.”

Tiragem – O Dicionário toponímico é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. Com tiragem inicial de 1.000 exemplares e projeto gráfico assinado por Gabriela Rezende, Laís Grossi e Priscila Musa, “Nossas ruas, nosso patrimônio (in)visível: Dicionário toponímico da região da Lagoinha”, é publicado pela Editora IEDS - Instituto de Estudos de Desenvolvimento Sustentável.

Estará à venda por R$ 50,00 e poderá ser encontrado na Made in Beagá, por meio do site www.madeinbeaga.com.br ou na loja física situada na Avenida Olegário Maciel, nº 742, Loja 2117, Centro.


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