Belo Horizonte, 16/10/2019

Leituras da Bela

por Redação | publicado em quarta, 15 de maio de 2019



*Izabela Beirão é jornalista, empresária da comunicação, autora e booktuber – produtora de conteúdo do canal de Youtube Livros da Bela e do site de mesmo nome. Facebook: /LivrosdaBela – Instagram: @belalivros

No mês de maio é comemorado o Dia das Mães. Então, em homenagem a essas heroínas, criei o projeto Mães fortes da literatura, cujo objetivo é mostrar personagens principais mães e suas realidades. Vamos a elas!

Cem anos de solidão – Gabriel García Márquez

Úrsula – espinha dorsal não só da família, mas de toda a trama – é a personagem central dessa clássica história que foi um marco para o realismo mágico, publicado pela primeira vez em 1967. Ela, como matriarca de sua família, busca incansavelmente o melhor para esse núcleo familiar, tendo vivido mais de 100 anos, o que mostra que ela viu gerações e gerações chegarem e irem embora.

Vidas Secas – Graciliano Ramos

Essa é a história de uma família de retirantes nordestinos cuja força vem da matriarca Sinhá Vitória. A narrativa foca na permanente fuga dessa família, junto à famosa cadelinha da literatura brasileira, Baleia, acometida pela seca nordestina e, consequentemente, a falta de um lar. Com uma trama em terceira pessoa, com linguagem simples e áspera, a história mostra personagens secos e que buscam, o tempo inteiro, um pouco de dignidade.

Ao Farol – Virgínia Woolf

Neste livro, muitos críticos afirmam que a escritora Virgínia Woolf criou a personagem Sra. Ramsey como representante de sua própria mãe. É uma personagem muito forte e intensa. Publicado em 1927, esse romance é um marco do modernismo, e conta a história da família Ramsay e suas visitas a uma bela ilha na Escócia (Ilha Skye), entre os anos de 1910 e 1920. Uma das características principais dessa narrativa é o fluxo de consciência, ou seja, o leitor mergulha na cabeça dos personagens.

Precisamos conversar sobre o Kevin – Lionel Shriver

Um romance em primeira pessoa, contado através de cartas escritas por Eva – a grande mãe dessa família – para o Franklin que, aparentemente, é seu ex-marido. O casal, após a difícil decisão de ter um filho – já que Eva não queria ter filhos –, precisa lidar com o fato de o filho, Kevin, ser, aparentemente, um psicopata. E os indícios disso aparecem ainda na infância. Eva vive as angustias mais profundas, sombrias e desesperadas da maternidade. A sua vida de mulher contemporânea se transforma após se tornar mãe e esse era o grande medo dessa personagem antes da decisão. A sua forma de olhar para a própria história faz dela uma das personagens mais complexas da literatura atual.

Nota

- O livro Mundo em Caos, de Patrick Ness, será adaptado para o cinema e já está sendo gravado. Uma distopia que nos envolve do início ao fim;

- O jornalista mineiro, Nirlando Beirão, lança o livro Meus começos e meu fim, pela Cia das Letras, no dia 26 de maio. Ele conta o amor de seus avós e a sua luta pessoal para lidar com a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA);

- A jornalista e editora mineira, Cláudia Rezende, lança seu primeiro livro infantil, Poli escolhe, pela Páginas Editora, no dia 25 de maio, no Museu das Minas e do Metal.


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