Belo Horizonte, 16/05/2022

Março Lilás: a importância da conscientização sobre o câncer do colo do útero

por redacao | publicado em quinta, 24 de março de 2022



Mês é dedicado a divulgação de informações para jovens e mulheres aprenderem a conhecer melhor o seu corpo e se protegerem contra o terceiro tipo de câncer que mais acomete o sexo feminino

Melhor prevenir do que remediar - já dizia o ditado popular. E, sim, este é o melhor remédio para evitar o câncer de colo uterino, o terceiro em incidências nas mulheres brasileiras, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Segundo o órgão, vinculado ao Ministério da Saúde, o Brasil deve registrar cerca de 16,7 mil novos casos de câncer de colo uterino por ano, entre 2020 e 2022, ao lado de 6 mil mortes anuais, em média. Com o intuito de ampliar o tema na sociedade, foi criada a Campanha Março Lilás, que ocorre ao longo deste mês. Na Rede Mater Dei de Saúde, as fachadas das unidades hospitalares ganharão iluminação especial e serão produzidos materiais informativos que serão distribuídos internamente.

O câncer do colo uterino é causado pela infecção persistente por alguns tipos do papilomavírus humano (HPV) – existem mais de 100 tipos catalogados. A infecção genital por esse vírus é muito frequente e não causa doença na maioria das vezes. Entretanto, em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para o tumor. Segundo a médica ginecologista e obstetra da Rede Mater Dei, Sálua Oliveira Calil de Paula, a importância da conscientização sobre este tipo de câncer é que na grande maioria das vezes ele pode ser evitado.

“A principal forma de prevenção é a vacina contra o HPV, disponível para meninas de 9 a 14 anos, e meninos de 11 a 14 anos, em toda a rede pública de saúde, o que pode prevenir 70% dos cânceres de colo do útero e 90% das verrugas genitais. São duas doses até 15 anos e três doses após essa idade. A vacinação e a realização do exame preventivo (papanicolau) se complementam como ações de prevenção”, ensina a especialista. A vacinação contra o HPV teve início no Brasil em 2014, via Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com Sálua, as diretrizes atualizadas da American Cancer Society enfatizam a recomendação de iniciar a testagem pelo HPV, disponível na Rede Mater Dei, como uma estratégia de rastreamento mais simples e eficaz. Outra forma de prevenção está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo HPV, que ocorre por via sexual, com o uso de preservativos durante a relação sexual. Mesmo vacinadas na adolescência, as mulheres, a partir dos 25 anos, deverão fazer o exame preventivo periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os tipos do HPV. “Para mulheres com imunossupressão, vivendo com HIV/Aids, transplantadas e portadoras de cânceres, a vacina é indicada até 45 anos de idade”, esclarece Sálua.

No Brasil, o exame de papanicolau deve ser feito a cada três anos, após dois exames normais consecutivos realizados com um intervalo de um ano. A recomendação é para mulheres com colo do útero, na faixa etária de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual.

Doença silenciosa - Questionada sobre a relação entre miomas e cistos que podem aparecer no aparelho reprodutivo feminino, a médica afirma que eles não têm relação com o câncer do colo uterino, nem mesmo infecções causadas por fungos, como a candidíase, que é muito comum em mulheres.

O câncer do útero desenvolve-se lentamente, e pode não apresentar sintomas na fase inicial. “Nos casos mais avançados, pode evoluir para sangramento vaginal intermitente ou após a relação sexual; secreção vaginal anormal; e dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais. Por isso é tão importante a mulher conhecer seu corpo e estar atenta aos sinais que ele pode dar”, completa Sálua.

Na Rede Mater Dei, as pacientes contam com serviços especializados e equipes multidisciplinares para realizar o atendimento, como o Ambulatório de Ginecologia Preventiva e de Ginecologia Oncológica. Além desses, é possível fazer o agendamento de consultas de rotina por meio do Mais Saúde - Ambulatórios e Cuidados Continuados, com atendimento no Santo Agostinho e no Mater Dei Betim-Contagem.



Sobre a Rede Mater Dei de Saúde

Somos uma rede de saúde completa, com 41 anos de vida, tendo o paciente no centro de tudo e ancorada em três princípios: inteligência e humanização como pilares do atendimento; tecnologia como apoio da excelência; e solidez das governanças clínica e corporativa. Nossos serviços médico-hospitalares estão disponíveis para toda a família, em todas as fases da vida, com qualidade assistencial e profissionais altamente capacitados e especializados. Estamos em expansão, levando para mais pessoas o Jeito Mater Dei de Cuidar e de Acolher. Nossa premissa é valorizar a vida dos nossos pacientes em cada atendimento, disponibilizando o melhor que a medicina pode oferecer.


Unidades

Minas Gerais: Hospital Mater Dei Santo Agostinho, Hospital Mater Dei Contorno, Hospital Mater Dei Betim-Contagem, Hospital Santa Genoveva* e CDI Imagem*

Bahia: Hospital Mater Dei Salvador (inauguração em breve) e Hospital EMEC*

Goiás: Hospital Premium*

Pará: Hospital Porto Dias

* Sujeito ao closing


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