Belo Horizonte, 05/12/2021

Novembro Azul: cirurgia robótica é uma aliada do tratamento do câncer de próstata

por redacao | publicado em quinta, 18 de novembro de 2021



Foto: Divulgação/ Hospital Felício Rocho

A cirurgia robótica é uma tecnologia presente na medicina brasileira e contribuí para a qualidade de vida das pessoas. Há muitas possibilidades de tratamento por meio dos robôs, sobretudo na urologia.

Especialmente neste período do ano, a campanha Novembro Azul alerta para o combate e esclarece a respeito do câncer de próstata – uma comorbidade fatal para muitos homens.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de próstata é o que mais acomete homens no Brasil. 29,2% dos diagnósticos da doença no biótipo masculino são relativos a ocorrências urológicas. Isso significa que a cada ano são identificados ao menos 60 mil novos casos no país. Em 2020, ainda de acordo com o estudo, foram 65.840.

A mortalidade para o câncer de próstata também é alta. No ano passado, 15.983 dos pacientes acometidos foram a óbito, um percentual de 13% dos casos. Para o cirurgião urologista do Hospital Felício Rocho, Dr. Francisco Guerra, o qual tem vasta experiência na operação de pacientes com câncer de próstata, a cirurgia robótica é uma ferramenta tecnológica eficaz que traz alívio para o paciente.

“A cirurgia robótica para câncer de próstata é considerada a melhor opção para o tratamento da doença, independente do estágio. O procedimento só não é indicado para casos em que o câncer está na fase de metástase, ou seja, quando se espalhou para outras partes do corpo. A cirurgia é feita por meio de pequenas incisões com cerca de 0,5 centímetros na região abdominal do paciente, por onde são inseridos quatro braços robóticos para inserção de pequenos instrumentos utilizados durante a operação e para a inserção de uma microcâmera que fornece uma imagem tridimensional e ampliada dos órgãos internos”, acrescenta.

Ainda conforme o estudo, a estimativa de vida para 8 anos foi de 85,1% com a cirurgia e 74,9% com a radioterapia, além de não apresentar nenhum efeito colateral provocado pela radioterapia. “Essas boas estimativas acontecem por conta das vantagens desse tipo de operação. Para os profissionais é importante a visão cirúrgica em 3D com alta definição, o robô permite mais precisão dos movimentos, menores incisões, mais ergonomia e ainda agride menos o corpo do paciente, provendo menos sangramentos durante a cirurgia. Já no pós-operatório, observamos menos tempo de internação e recuperação, riscos de complicações, dor, desconforto, cicatrizes menores e praticamente imperceptíveis”, explica Dr. Francisco Guerra.

Para se ter ideia, apenas no Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, foram realizadas 839 desde que a Instituição recebeu o robô, em outubro de 2017. Apenas neste ano, foram 171 procedimentos. Além disso, a unidade médica já realizou 1522 cirurgias robóticas somando todas as especialidades, 320 apenas em 2021.

Neste mês Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, o médico do Hospital Felício Rocho orienta: “a velha sugestão de que o homem não pode deixar de fazer os exames periódicos sempre vai ser presente. Afinal, cânceres diagnosticados precocemente sempre terão melhores chances de serem tratados e até curados. Por isso, frequentar o urologista ao menos uma vez ao ano é fundamental”.


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