Belo Horizonte, 28/10/2020

O câncer não espera a pandemia passar

por Redação | publicado em quinta, 18 de junho de 2020



Paciente indo fazer exame/Foto: Filipe Abras

Tratamentos oncológicos precisam continuar mesmo em tempos de isolamento social.

Especialista alerta sobre risco de diagnóstico tardio e adiamento de cirurgias devido a Covid-19

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), a pandemia de Covid-19 cancelou 70% das cirurgias de câncer no Brasil entre março e maio, o que equivale a 116 mil procedimentos. Realizado em parceria com a Sociedade Brasileira de Patologia, o levantamento aponta que entre 50 mil a 90 mil brasileiros podem ter deixado de receber o diagnóstico de câncer nos dois primeiros meses da pandemia no país. Dentre as razões para a queda nas cirurgias e a redução dos exames oncológicos, estão fatores como medo da doença e falta de informações, médicos e enfermeiros redirecionados para os casos da Covid-19 e hospitais com leitos reservados para atender a demanda que aumenta a cada dia. Segundo o oncologista especialista em medicina interna e diretor da Oncomed BH, Roberto Porto Fonseca, o tempo é um fator determinante para o diagnóstico precoce e o sucesso do tratamento. “O tratamento oncológico deve ser priorizado mesmo diante do cenário do isolamento social”, afirmou o médico.

Precauções para pacientes oncológicos

Cuidados a serem tomados nos dias de consulta ou tratamento:

  • ter somente um acompanhante, com menos de 60 anos, se possível, que não apresente sintomas de gripe;
  • manter distância de outras pessoas, mesmo da equipe de saúde e não ficar próximo de outros pacientes.
  • lavar as mãos, correta e constantemente.

Protocolo de segurança nas unidades

A Oncomed BH implantou mais de 80 medidas preventivas para garantir a segurança dos pacientes que forem até as unidades. Dentre elas, atendimento telefônico exclusivo para dúvidas assistenciais sobre o coronavírus; teleconsultas médicas; atendimento psicológico online para pacientes; avaliação de sintomas e aferição de temperatura com termômetro infra vermelho de pacientes e acompanhantes; alteração no protocolo de atendimento aos pacientes; sinalização visual e informativa; paramentação adequada dos profissionais; disponibilização de máscaras e álcool gel, antes e depois dos atendimentos; redução do número de pessoas em circulação nas unidades, bem como dos acompanhantes dos pacientes; higienização constante das superfícies que são pontos de contato; dispensação de medicamentos orais por 3 meses com telemonitoramento; alteração dos meios de transporte dos colaboradores (aplicativos e campanha carona solidária).

Exames em dia para diagnóstico e sucesso no tratamento

Tanto para diagnóstico quanto para controle da doença, é importante que os exames estejam em dia. O diagnóstico tardio para o tratamento de câncer está entre os maiores riscos do não acompanhamento médico de maneira rotineira. Atualmente são estimados 625 mil novos diagnósticos da doença no Brasil em 2020. Seriam mais de 50 mil pessoas diagnosticadas com a doença por mês. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Patologia a quantidade de exames de análises de biópsias de pacientes oncológicos operados caiu muito nesses meses de pandemia, em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o vice-presidente do Hermes Pardini, um dos principais laboratórios de diagnóstico do Brasil, as pessoas continuam sofrendo com outras doenças, principalmente o câncer, que é uma doença inimiga do tempo. “Os pacientes oncológicos precisam manter seus exames em dia para continuar os tratamentos que estão em andamento. Segundo Alessandro é preciso ter cuidado para que o câncer não mate mais pessoas do que a covid-19. Ele reforça que todas as unidades da rede estão abertas para receber os pacientes, seguindo os protocolos de prevenção e combate ao coronavírus.

Hospital da Baleia faz campanha para continuidade dos tratamentos oncológicos

O Hospital da Baleia, durante a pandemia, mantém o atendimento nas especialidades em que é referência e são indispensáveis à população. É o caso da Oncologia, um dos serviços mais tradicionais da Instituição. O Baleia realiza por ano mais de 30 mil sessões de quimioterapia e radioterapia. São 26 mil atendimentos ambulatoriais, mais de 3 mil cirurgias e internações, mais de 40 mil sessões de quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia e mais de 55 mil exames assistindo pacientes que são, na maioria, encaminhados pelo SUS. Para arrecadar recursos financeiros e dar continuidade aos tratamentos oncológicos aos pacientes do Sistema Único de Saúde, o Hospital da Baleia – referência no atendimento oncológico no Estado, pelo SUS, particular ou por convênios médicos - está com uma campanha de doação. A cada doação no valor de R$40,00, o doador receberá um número da sorte para concorrer a um sorteio. As doações ajudarão o hospital a continuar oferecendo um tratamento de qualidade e excelência aos pacientes do serviço de oncologia. A campanha encerra em 12 dias. Informações: www.amigosdobaleia.org.br/campanha-doacao/rifa-showlidariedade. #OBALEIACONTACOMVOCE


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