Belo Horizonte, 22/05/2019

Redução de estômago por endoscopia pode ser solução para evitar complicações cirúrgicas

por Redação | publicado em segunda, 22 de abril de 2019



Além de outros benefícios, este método é menos invasivo que a bariátrica e possui recuperação rápida.

A obesidade é um dos principais problemas enfrentados em todo mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Por muito tempo, a cirurgia bariátrica, ou redução de estômago, foi considerada o principal meio para solucionar a doença que pode levar ao óbito quando não tratada. Porém, este tipo de procedimento cirúrgico, além de ser invasivo, requer uma série de cuidados e um período grande para recuperação total. A boa notícia para diversos pacientes, no entanto, é que a técnica conhecida como redução de estômago por endoscopia está cada vez mais acessível e pode ser a solução para eliminar tais problemas.

O método aprovado no Brasil, em 2017, pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já é reconhecido em diversos países e hospitais de referência em obesidade por todo mundo. De acordo com o cirurgião endoscopista, Bruno Sander, especialista em gastroenterologia e nutrologia, a principal vantagem da redução de estômago por endoscopia é a possibilidade de realizar o tratamento sem cortes. “Por ser uma técnica não invasiva, a redução endoscópica reduz consideravelmente complicações como infecções, dificuldade de cicatrização, entre outros problemas que podem acontecer em qualquer cirurgia comum. Além disso, o paciente se recupera muito mais rápido e evita cicatrizes pós-cirúrgicas”.

Como é feita?

O especialista explica que, assim como numa endoscopia de rotina, é utilizado um aparelho, chamado Overstitch, que adentra o estômago pela boca. Com o paciente sob anestesia geral, o cirurgião consegue costurar o estômago internamente. “Geralmente, o procedimento dura de 40 a 50 minutos. Após quatro horas de internação e observação, o paciente já recebe alta”, completou.

O médico ainda acrescenta que ao seguir as recomendações prescritas pelo médico, o paciente já pode voltar a realizar algumas atividades normais após três dias de repouso. “Normalmente, são receitados alguns remédios para evitar dores e complicações. Mas é necessário lembrar que é preciso cautela nos primeiros dias. Exercícios físicos intensos ou qualquer tipo de esforço pesado devem ser evitados. Além disso, a dieta deve ser seguida á risca nas primeiras semanas. O uso de bebidas alcoólicas também não é recomendado”, alertou Sander.

Bruno garante que ao seguir todas as recomendações os resultados em longo prazo são satisfatórios. “Após um ano, a média de perda de peso fica em cerca de 30% em relação ao período antes da redução endoscópica. Esse valor pode, até mesmo, ultrapassar 50% depois dos primeiros 12 meses”, destacou.

Fonte: Bruno Sander, médico cirurgião endoscopista, especialista em gastroenterologia e nutrologia. É diretor clínico do Hospital Dia Sander Medical Center, em Belo Horizonte (www.sandermedicalcenter.com.br).


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